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Evolução e desenvolvimento das comunidades indígenas: um dilema entre mito e mal-entendido

Evolução e desenvolvimento das comunidades indígenas: um dilema entre mito e mal-entendido

Por Walter Chamochumbi

Na América Latina, as populações indígenas foram excluídas dos processos de modernização e desenvolvimento promovidos pelos governos. Neste artigo, tentaremos ir além das considerações meramente acadêmicas e retóricas.

Em torno do complexo processo de evolução e desenvolvimento das comunidades indígenas das diferentes regiões, são numerosos os estudos –de acordo com as diferentes disciplinas científicas e as correntes ideológicas predominantes- que testam diferentes interpretações. Nesse sentido, interessa-nos enfocar o contexto das comunidades indígenas da América Latina, a fim de aproximar uma análise dos possíveis fatores com maior influência em sua evolução. Assim, propomos que este processo tenha sido o resultado da interação de três elementos principais: adaptação territorial, resiliência social e desenvolvimento endógeno. Neste artigo, tentaremos ir além das considerações meramente acadêmicas e retóricas que foram escritas sobre o assunto.

Âmbito das teorias evolutivas e a noção de comunidades indígenas


Um primeiro aspecto que queremos destacar é que sempre que mencionamos o termo evolução, é inevitável pensarmos em teorias evolutivas sobre a origem dos organismos (ou espécies). Felizmente, com algumas exceções, superamos o que antes foi o longo e sombrio império da doutrina criacionista da igreja, e hoje podemos assumir que a evolução dos organismos é um fato científico inquestionável. No entanto, embora a teoria evolucionária de Charles Darwin tenha marcado um marco mundial sem precedentes quando ele argumentou que ao longo da história é a vida (isto é, os seres vivos) que se adaptaram ao meio ambiente através do processo de seleção natural. Investigações e teorias posteriores, como a "Teoria de Gaia" de James Lovelock, em 1969, testam novas explicações científicas questionando a teoria evolucionária de Darwin e sustentando o oposto. Ou seja, não é a vida que se adapta ao meio, mas ao contrário, é ela mesma que exerce sua influência sobre o meio ambiente, adaptando-o às suas necessidades.

No entanto, não é o assunto deste artigo discutir as teorias evolutivas das espécies, queríamos apenas chamar a atenção para o fato de que em certas épocas ou períodos da história somos ensinados (ou impostos) certas verdades como fatos inquestionáveis ​​ou absolutos. Mas, posteriormente, por força do processo de busca e investigação constante do conhecimento e da verdade, encontramos novas evidências e indícios que nos levam a questionar nossas informações originais e nos fazem mudar de ideia, podemos até mudar o paradigma e a nossa percepção de o curso de certos eventos históricos e sociais. Supomos que uma situação semelhante ocorre quando tentamos explicar o processo evolutivo que as populações indígenas de nosso continente podem ter seguido. E é que em termos de evolução e mudança social existem diferentes teorias e formas de percepção dos processos históricos e de transformação social seguidos pelas diferentes culturas e etnias que habitaram a região desde os tempos antigos. Mas, para além das interpretações sócio-históricas, antropológicas, políticas ou mesmo idílicas que existem sobre o assunto, a verdade é que devemos entender a evolução como um processo dialético, de constante mudança e transformação social, na medida em que é um fato inquestionável da realidade em que múltiplas culturas e grupos étnicos se desenvolveram no espaço e no tempo ao longo da história da humanidade.

Um segundo aspecto que queremos destacar é que conhecemos as nuances e diferenças de interpretação que existem sobre a noção de “comunidades indígenas” .1 Portanto, sem entrar em uma discussão mais aprofundada a esse respeito, apresentamos uma aproximação do termo, na medida em que são agrupamentos humanos que de forma geral ou particular se originam de um lugar, ou constituem grupos tribais ou migratórios que apresentam diferentes padrões de povoamento e localização espaço-territorial. São comunidades que formaram sociedades simples e também altamente complexas, apresentando vários agrupamentos sociais e representando múltiplos grupos culturais e etnias (como povos, nacionalidades, identidades e populações) que se encontram dispersos nas diferentes regiões geográficas e seguindo diferentes processos de ocupação- adaptação territorial e uso dos recursos naturais.

Sociedade-natureza e teorias sobre a evolução das comunidades indígenas 2

Expressamos nosso interesse em compreender os termos de troca que fluem nos espaços de desenvolvimento local, como uma interação das atividades humanas e o meio ambiente como expressão da relação sociedade-natureza. Sobre o assunto existem várias teorias e modelos explicativos que abrangem o seu estudo - através da história e outras ciências -, desde o surgimento de mulheres e homens (há pouco mais de vinte mil anos) e depois com os primeiros grupos tribais, as comunidades originárias. (mais de 10.000 anos no caso das populações indígenas americanas), mesmo as formas civilizacionais mais elaboradas.

De uma forma geral, sabe-se que a evolução das comunidades indígenas é percebida como um processo linear invariável e ascendente no espaço e no tempo (isto seguindo as afirmações das "teorias do evolucionismo linear" propostas nos séculos XIX e XX). Porém, considerando as complexas relações de interação como sociedade-natureza e as várias evidências sobre os modos de vida das comunidades indígenas da região, sabe-se também que esse processo evolutivo nem sempre foi linearmente equilibrado, sucessivo e único. Ao contrário, seguindo a afirmação da "teoria evolutiva multilinear" de Julián Steward (1955), ele propõe que a evolução das comunidades indígenas tem seguido múltiplas e variáveis ​​trajetórias, apresentando diferentes fases ou estágios -que simultânea e assincronamente- configuraram-se heterogêneos cenários com diferentes tipos de sociedades e culturas em áreas territoriais específicas.

Embora como tendência geral entendamos que as comunidades indígenas evoluíram seguindo um padrão ascendente ao longo do tempo, simultaneamente elas também envolveram múltiplas direções e descontinuidades (ou defasagens de tempo). Projetamos essa ideia como uma figura em evolução de forma e função "helicoidal". Ou seja, sinuosa e contraditória, com avanços e aparentes recuos, com recuos e aparentes avanços, mas com uma tendência final multidimensional e progressiva. Portanto, partimos do pressuposto de que os diferentes caminhos evolutivos percorridos pelas comunidades indígenas foram condicionados por diferentes fatores (objetivos e subjetivos, endógenos e exógenos) relativos aos territórios que ocuparam e seus ambientes ambientais e sociais, em cujos processos particulares - e no tempo - suas estratégias adaptativas têm se diversificado e se tornado mais complexas.

Durante os processos de ocupação e adaptação territorial, as comunidades indígenas tiveram que desenvolver previamente um conhecimento detalhado da estrutura e funcionamento dos ecossistemas naturais, para então ensaiar progressivamente as transformações necessárias para garantir sua sobrevivência. Esses processos envolveram diversos impactos e efeitos ambientais (nem sempre positivos, em muitos casos negativos). No entanto, os conhecimentos que as comunidades indígenas conseguiram aplicar nos territórios ocupados -em milhares de anos de observação, experimentação e aprendizagem-, não só se ajustaram à prova de formas exitosas de sobrevivência mas, também, no mesmo processo desenvolveram fortes laços de identidade cultural e formas harmoniosas de relacionamento com a natureza.

Nicolo Gligo e Jorge Morello3 argumentam que, a rigor, não existia essa relação harmoniosa entre as comunidades indígenas e a natureza, mas sim uma relação de artificialização desta. O que é provável, uma vez que esses processos de interação não ocorreram em condições homogêneas ou relaxadas. Ao contrário, as evidências indicam que eles ocorreram principalmente em condições de alta heterogeneidade e tensão constante. Mas, apesar dessa análise, supomos que o processo de artificialização dos ecossistemas pelas comunidades indígenas deve ter implicado - no caso de experiências bem-sucedidas - várias formas de equilíbrio, pois eram o resultado de sua interação positiva como sociedade-natureza.4

Adaptação territorial e resiliência social das comunidades indígenas

De acordo com o estudo do processo adaptativo que as comunidades indígenas testaram em seu ambiente territorial, analisamos seus níveis de interação e as mudanças progressivas que fizeram ao longo do tempo. Essas mudanças são percebidas como uma constante exercida por sucessivas gerações de diferentes grupos que compunham as comunidades indígenas, testando as modificações ambientais, tecnológicas e socioeconômicas necessárias ao seu progresso. Nesse sentido, concordamos com o que foi apontado por Emilio Morán5 a respeito de que o processo adaptativo será sempre imperfeito (ou melhor, perfectível). Por outro lado, o processo de adaptação territorial também está relacionado aos níveis de controle energético local que as comunidades indígenas alcançaram em sua evolução. A possibilidade de terem alcançado maior ou menor controle energético na gestão dos recursos naturais tem sido condicionada por suas formas de interação e níveis de troca em seus fluxos energéticos locais (isto é, tendo aumentado seus “outputs” e tendo reduzido seus “inputs” ) Consequentemente, quando as comunidades indígenas conseguiram reduzir seu grau de incerteza na gestão dos diversos fatores microambientais e maximizar sua eficiência energética local (com o uso de tecnologias inócuas, uso intensivo de conhecimento e mão de obra local, etc.), eles tornaram possível alcançar um maior grau de autonomia na gestão dos seus recursos naturais e nos seus níveis de subsistência.


Um aspecto importante a notar é que o estudo destes processos adaptativos deve ser analisado ao nível “colectivo”, porque é o nível que melhor configura e expressa a natureza e formas predominantes de relação das sociedades e culturas com o seu meio territorial e ambiental. . Nesse sentido, notamos que o sentido de identidade e pertencimento territorial das comunidades indígenas foi expresso de forma mais clara quando se referiram ao âmbito da comunidade. É nesse nível, atribuído ao espaço-território que ocupam, que as comunidades indígenas conseguem integrar sua visão de mundo e a própria existência como tal, construindo um conjunto de elementos subjetivos (seu imaginário). Essas formas de identidade territorial, baseadas no nível coletivo, têm permitido construir uma relação de respeito com a natureza e uma linha de continuidade e identidade intergeracional.

Finalmente, analisamos dois conceitos-chave complementares: “território” e “resiliência”. A noção de “território” expressa o processo de apropriação do espaço (físico natural) ocupado pelos diferentes grupos humanos no tempo, e a partir do qual constroem um sentido de identidade e pertencimento territorial. Enquanto a noção de “resiliência”, no campo social, expressa a capacidade de resposta afirmativa e de aprendizagem das comunidades indígenas –de seus acertos e erros-, em meio às dificuldades que tiveram de enfrentar para superar e progredir. Esses conceitos estão relacionados ao que alguns pesquisadores - como Peigne6 - apontam sobre o processo de "dialética territorial". Es decir, los procesos de adaptación (o inadaptación) de las comunidades indígenas a los territorios que ocuparon fueron resultado de los cambios y reordenamientos ocurridos al interior (y en su entorno de influencia) como consecuencia de las tensiones propias de cada proceso seguido por ellas no tempo. Por um lado, o grau de resiliência social desenvolvido pelas comunidades indígenas influencia à medida que evoluem com processos muito dinâmicos, em constantes conflitos e com diferentes formas e funções de ordenamento do seu espaço (vertical e horizontal); e por outro lado, eles são expressos como resultado de seu processo dialético territorial particular.

Embora saibamos que a evolução das comunidades indígenas tem ocorrido em função de múltiplos processos adaptativos (e desadaptativos) testados em áreas territoriais específicas, em condições multivariadas de abastecimento dos recursos naturais disponíveis e de acordo com os tipos de organização socioeconômica e racionalidade ambiental aplicada na gestão de ecossistemas. No entanto, supomos que simultaneamente esses processos adaptativos foram subordinados ao desenvolvimento de certas capacidades de resiliência social (fortes ou fracas), gestadas por diferentes sociedades e culturas para enfrentar e superar as dificuldades e conseguir se adaptar ao ambiente territorial ocupado (ou falhar e desajustado). Notamos que existem outros fatores -diretos e indiretos, internos e externos- que também devem ser considerados na análise. Por exemplo, o crescimento demográfico dos países e a maior pressão pelo uso dos recursos naturais, a expansão do processo de globalização e da economia de mercado, as políticas de desenvolvimento centralizado e exclusivo dos países, a dependência tecnológica dos países. Sul e o papel das empresas transnacionais, etc. Fatores que sem dúvida impactaram no comportamento e na evolução dos problemas das comunidades indígenas e nos cenários de desenvolvimento assimétrico que hoje apresentam.

Evolução e desenvolvimento endógeno de comunidades indígenas

No contexto latino-americano, são muitos os exemplos de diversas culturas e etnias que habitaram a região desde os tempos pré-hispânicos e que alcançaram formas particulares e avançadas de desenvolvimento e gestão de seus territórios e ecossistemas. No entanto, como se sabe, estes processos de desenvolvimento local foram abruptamente interrompidos durante a conquista espanhola -a partir do século XV-, produzindo os maiores impactos e efeitos que modificaram drasticamente as paisagens e territórios ocupados pelas culturas originais. Esse período certamente não foi pacífico, ao contrário, envolveu episódios de muita violência e quase extermínio das comunidades indígenas da época, e até hoje, modificando significativamente o curso evolutivo de suas culturas e seus modos de vida tradicionais. De fato, hoje muitas comunidades indígenas enfrentam novos episódios de violência para a defesa de seus direitos coletivos e de seus modos de vida e desenvolvimento em seus territórios de origem.

As comunidades indígenas passaram por sucessivas mudanças (e interrupções) relacionadas aos diferentes cenários de desenvolvimento que enfrentaram. Seus microespaços locais foram transferidos com os macroespaços nacionais dos estados-nação nos quais estavam inseridos. Neles, os processos de acumulação e distribuição da riqueza gerada, de acordo com as políticas e modelos econômicos aplicados pelos diferentes governos, foram marcadamente centralistas e exclusivos. Assim, neste cenário multidimensional de evolução e desenvolvimento das comunidades indígenas, sintetizamos a predominância de dois modelos (processos) principais: modelos de desenvolvimento exógeno e endógeno. Nesse sentido, são os elementos de maior modernidade e ao mesmo tempo de exclusão e desigualdade social e econômica que têm caracterizado os processos de desenvolvimento exógeno, limitando (do ponto de vista histórico) as possibilidades evolutivas e de desenvolvimento das comunidades indígenas. Ao contrário, são os processos de desenvolvimento endógeno que melhor correspondem à realidade cultural, territorial e ambiental das comunidades indígenas e às suas possibilidades evolutivas e atuais de desenvolvimento. Nesse sentido, concordamos com o que vários autores apontam quanto ao fato de que os processos de desenvolvimento endógeno expressam melhor os elementos composicionais da cultura, estrutura e dinâmica de interação das comunidades indígenas com a natureza. Porém, para além da análise teórica formal a respeito de sua evolução evolutiva, e da mitificação que, por outro lado, tem sido feita de sua relação como sociedade-natureza. A verdade é que atualmente são populações que, pela sua relativa capacidade de troca e negociação com o meio externo, na sua maioria não usufruem dos benefícios da dita modernidade e vivem em situação de pobreza, exclusão e relativo isolamento do principais centros ou pólos de desenvolvimento apresentando uma série de deficiências e baixos níveis de qualidade de vida.

Movimentos e organizações indígenas no contexto latino-americano

Na América Latina, as populações indígenas representam uma porcentagem significativa de sua população (estima-se que entre México, Guatemala, Equador, Bolívia e Peru representem entre 80% e 90% de toda a população indígena do continente, e que apenas entre Bolívia, Equador e Peru somam entre 15 a 16 milhões de indígenas). Apesar disso, são populações excluídas dos processos de modernização e desenvolvimento promovidos pelos governos desses países. E da perspectiva global de desenvolvimento, eles ainda são percebidos como sociedades menos evoluídas (é por isso que são mal compreendidos dentro da concepção ocidental moderna do estado-nação). Muitas comunidades indígenas foram (ou pretendem) ser incluídas na estrutura das sociedades e culturas nacionais que hoje são percebidas através do filtro homogeneizador da globalização. Assim, as implicações atuais são complexas e até contraditórias no que diz respeito a como percebemos os processos de evolução e desenvolvimento das comunidades indígenas e por que sua situação de pobreza e exclusão.

Apesar desse complexo problema, as comunidades indígenas vêm apresentando múltiplas lutas históricas e demandas pela defesa de seus territórios, suas culturas e seus modos de vida. Nesse sentido, diversos estudos mostram que desde o início da década de 1990 até os dias atuais houve um importante avanço na mobilização política e nas reivindicações de identificação dos diferentes movimentos e organizações indígenas da região. No entanto, essas organizações não são homogêneas e não constituem um movimento unitário (nos referimos a "movimento indígena" em um sentido abstrato nominal). De fato, há um cenário múltiplo de organizações indígenas emergentes em toda a região, cada uma tentando liderar e responder - a seu modo - aos complexos problemas e demandas específicas de desenvolvimento social - e histórico - de seus povos nos diferentes países. Portanto, percebemos que sua evolução -como movimento indígena- vem ocorrendo de forma singular e contraditória, e como manifestação dinâmica e original de todos os seus aspectos culturais, políticos e organizacionais que em algum momento, se tanto, determinado objetivo e subjetivos, eles provavelmente tendem a convergir.

A possibilidade de confluência das diferentes abordagens e visões de desenvolvimento do movimento indígena latino-americano, talvez hoje seja um dos maiores desafios a serem enfrentados pelas lideranças e lideranças das bases indígenas, bem como pelos distintos políticos, acadêmicos e setores emergentes da sociedade civil. Dependerá disso sua integração total na estrutura de sociedades nacionais maiores que buscam construir uma visão abrangente e moderna de desenvolvimento inclusivo.

* Mag. Ing. Agrônomo, Consultor em Gestão e Desenvolvimento Ambiental.

1 Sobre o significado de “comunidades indígenas” existem várias discussões. Por exemplo, Laura Carlsen em "Autonomia indígena e usos e costumes" refere-se a três questões: 1) se são fundamentalmente uma criação pré-hispânica ou colonial; 2) se o seu desenvolvimento representa uma evolução humano-social ou uma dinâmica histórica específica; e 3) se o nome é alguma forma de mito.

2 Ver “Comunidades indígenas e sua evolução no processo de adaptação territorial, resiliência e desenvolvimento endógeno: teorias e notas do contexto latino-americano”, ensaio de Walter Chamochumbi. Lima, jan. 2006, 43 p.

3 “Notas sobre a história ecológica da América Latina”, de Nicolo Gligo e Jorge Morello (1980); publicado em International Studies, 13, No. 49, Santiago do Chile, janeiro-março de 1980, pp. 112 a 148.

4 Nesse processo, os ecossistemas reagem com alto grau de resiliência ambiental, assimilando as mudanças testadas pelas comunidades indígenas sem afetar significativamente sua estrutura e funcionamento. Com o tempo, afirma-se que a resiliência ambiental dos ecossistemas foi enfraquecida à medida que as atividades humanas se tornaram mais técnicas e sofisticadas para atender às novas necessidades de crescimento e desenvolvimento econômico. Ver "Resiliência no Desenvolvimento Sustentável: algumas considerações teóricas no campo social e ambiental", artigo de Walter Chamochumbi (2005) ... in ECOPORTAL ( http://www.EcoPortal.net ), Lima, 5 p.

5 Ver Emilio F. Morán (1996)… ”A ecologia humana dos povos da Amazônia”, 101 p.

6 Ver "Territorialidade Andina", Peigne, A. (1994) ... Obras Colegio Andino Nº 13, Edic. CBC-Bartolomé de Las Casas, Cusco, 104 p.


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